Monday, October 12, 2009

O zoológico de Tennessee


Amo Tennessee Williams e, mesmo tendo aquele medo de digitar o nome dele errado, sempre indico tudo que consumi dele para quem perguntar. Os poucos livros lançados no Brasil (Um Bonde Chamado DEsejo, um livro de contos e outro de um casal gay que está lá na prateleira e eu não vou até lá agora). Seu forte são as peças. Relizadas na década de 50, com o elenco dourado da velha Hollywood, as adaptações de suas peças para o cinema não são menos que incríveis. O próprio Bonde, com Vivien Leigh e Marlon, De Repente no Último Verão, com Liz Taylor e Kath Hepburn, ou Gata em Teto de Zinco Quente, com Taylor e Newman. Todas impecáveis, com seus personagens perturbados e à margem da realidade. Neste domingo descobri uma nova obra de TW (Can I call you TW, dear?): The Glass Menagerie. Foi a obra que, considerada a mais autobiográfica de todas, o tornou hit no teatro americano. Teve duas adaptações para o cinema, não achei nenhuma: em 1950, com Kirk Douglas e em 1987, com direção de Paul Newmann, estrelado por John Malkovich e Joanne Woodward, mulher de Paul e primeira pessoa a ter uma estrela na calçada da fama (Não foi a Bette Davis).
A peça conta a história de Amanda, uma mulher abandonada pelo marido, com dois filhos: Tom (um frustrado escritor que trabalha num depósito para sustentar a casa) e Laura (uma guria aleijada e introspectiva que tem a tal coleção de animais de vidro). Amanda é tão dominadora quanto a mãe de TW, lembra muito a Violet de De repente no último verão, e sufoca Tom (alter ego) de TW. E a pequena Laura está ali, no meio deste duelo, vivendo em seu zoológico de vidro.
Vi uma adaptação ontem com Cassia Kiss, a mulher que matou Odete Roitmann, no teatro. E, num personagem bom, ela entrou para a galeria de atrizes que escondem seu potencial na tela da globo. O espetáculo, chamado Zoológico de Vidro, fica mais um mês no Rio. Vale a pena ver e o restante do elenco é afiadíssimo. E a trilha é incrível. E a iluminação melhor ainda. E eu adorei
PS: A peça foi muitas vezes adaptada no Brasil com o título À Margem da Vida

Sunday, September 27, 2009

É culpa da Meg


Um almoço especial me deu vontade de escrever neste blog de novo. Foi um encontro com a autora americana Meg Cabot. Alta, ruiva e engraçada, Meg foi simpática e ainda disse que amava a minha revista favorita: Entertainment Weekly. Meg e EW têm tudo a ver: não têm medo de se divertir, são inteligentes sem serem presunçosas e tem uma leve pitada gay (eu vi, eu senti, eu notei). Fiquei viciado no blog da Meg (dicas de livro, críticas de filme e um finíssimo humor autodepreciativo que eu amo), leia você também: http://www.megcabot.com/diary/

BTW, se você não trabalha na CAPRICHO, Meg Cabot é autora da série Diário da Princesa, vendeu 15 milhões de livros pelo mundo (800 mil aqui no Brasil). Ah, ela é apaixonada por Clarice Lispector, fala isso em um post de seu blog. Dá pra não gostar dela?

Thursday, February 26, 2009

When you're gone

Amor acaba. Namoro acaba. E alguma memória fica.
Da vizinha e primeira namorada...
O gosto pela música pop, as aulas de inglês que nem pareciam aulas e o doce daqueles doces coloridinhos que a gente comia.
Do Clark Kent do interior paulista...
Minha hoje coletânea completa da Streisand, o cheiro inesquecível de Joop (vermelho!) e a certeza de que um amor platônico não tem futuro.
Do bailarino bobo...
Andar pra frente sem desviar das pessoas (é raro que eu esbarre em alguém hoje em dia!)e saber que a gente não deve mudar para agradar o outro
Do jornalista de óculos de acetato preto...
O prazer do sanduíche de pernil com cerveja, uma coletânea do Radiohead e a descoberta de que até o mais puro amor pode ser destrutivo.

Monday, January 05, 2009

Saia da novela

"Se eu fosse lésbica, minha vida seria muito mais fácil. Só as mulheres me acham interessante". Estava num café, esperando meu filme e lendo uma biografia do Nirvana (acho que estou apaixonado por Kurt Cobain), quando uma jovem, mais ou menos bonita, proferiu essa dramática sentença a uma amiga. Na hora, eu pensei, putz, tá foda mesmo achar um cara, eu sozinho no cinema em plena segundona e essa coitada pedindo uma discografia completa da Ana Carolina. Ô fase, diria meu irmão.
Aquilo ficou na minha cabeça. Cara, alguém pedindo pra mudar a orientação sexual pra salvar a vida amorosa? A última vez que eu quis isso, devia ter uns 13 anos e estava pensando em ser aceito na escola, e só. Acho que a garota estranha (tá, você pensou na Carrie também) só está passando o recado errado na vida.
É óbvio que as mulheres acham-na mais interessante, porque só as mulheres a conhecem de verdade. Como ela é divertida, faz piadas boas e ama ler Jane Austen. Mas aposto que, perto dos homens, ela vira outra pessoa. É possuída por aquela entidade que, na cabeça dela, é bem melhor e muito mais legal do que ela mesma. E a cada saída com o cara, a mais nova Fernanda Montenegro supreende com uma atuação brilhante.
É muito difícil, quando a gente gosta realmente de alguém, resistir a tentação de mudar aquele pouquinho só para agradar o cara. Parece que isso só vai deixar o namoro mais incrível e vocês ainda mais apaixonadinhos. O foda é que, quando fazemos isso, esquecemos de pensar no que a gente está sentindo. Vivemos naquele transe em que somente o que o cara sente e a felicidade dele importam. Quando a ficha cai, a gente já nem lembra as músicas da nossa banda favorita.
É muito mais legal quando o cara já sabe que você bebe demais e que ouve Wando no carro quando está indo pro trabalho. E, ainda sim, gosta de você. Fora amar um filme cult ou um livro do naipe de "Crime e Castigo", eu prefiro sempre dizer a verdade. E deu supercerto pra mim, não é Kurt?

Monday, December 15, 2008

No bar

É sábado à noite e eu bebo a terceira caipirinha no meu bar, sozinho. Morango, canela, saquê e felicidade. Grande receita. Enquanto isso, ao redor, amáveis estranhos tentam me animar:
À minha direita, uma garota irremediavelmente feia exibe seu namorado perfeito: braços de quem te abraça embaixo de um guarda-chuva, numa tempestade sem fim, provavelmente num filme da Audrey. Ele levanta e dá um beijo nela. Ele volta e dá outro beijo nela, ainda mais demorado. Vaca dentuça e maldita, eu penso.

À minha frente, uma quase-jovem-meio-velha solteira e seu amigo gay. Ele é bonito e, lógico, estava sentado de costas pra mim. Afinal, a visão de uma mulher que assume seus cachos, usa armação de óculos colorida e um sapato medonho é mais animadora do que a de um ator mal-sucedido, cabeludo e amante de vinho vagabundo.

À minha esquerda, um gay de sucesso, tipo aqueles de sitcom, que deve ter quase cinqüenta anos. Logo, chega o amigo dele, alto e robusto, a mesma cara bem tratada das bichas que escolheram ser cardiologistas. Que pedem salada, guaraná diet e podem comprar celulares com mais funções que a minha vida social. Pau pequeno ou mãe opressora.

E, finalmente, atrás de mim, está ele. A companhia perfeita. Com seu cigarro light na mão, sem um abraço de cinema bem apertado, longe de sua amiga descolada e nunca, eu disse nunca, com o celular do ano. Mas sempre sentado bem ali, me protegendo, logo atrás de mim.

Friday, November 21, 2008

Perguntas idiotas...

Primeiro ônibus que a pessoa vai pegar na América. Eu já tinha lido o letreiro, eu só queria garantir.
- Excuse me. Is this bus going to Old Town?, diz Thiago. ( em português: nunca estive aqui, não quero me perder)
- At least, It's what It says in front of the bus, sir., diz motorista gorda. (em português: bem-vindo, querido)

Gente, eu sai do país pela primeira vez. E já voltei. Vai começar a série de post "Thiago Goes To San Diego". E daí que eu fui pro México?

Sunday, October 19, 2008

Me passe pra frente...

Instruções estão no final.

- QUATRO TRABALHOS QUE TIVE EM MINHA VIDA:

1. Escrevi horóscopo e simpatias
2. Trabalhei num jornal por 100 reais por mês
3. Fiz matéria pra Playboy (?!)
4. Trabalhei numa agência de publicidade

- LUGARES EM QUE VIVI:

1. São Paulo
2. Bauru
3. Meu quarto (durante 3 anos)
4. São Paulo (quando saí do meu quarto)

- PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTIA QUANDO CRIANÇA:

1. He-man e She-Ra
2. Xou da Xuxa
3. Novela das 8 com a minha avó
4. Casa da Angélica (comendo mingau)

- PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTO:

1. Clipes no VH1
2. Filmes no Telecine
3. Superpop (eu não resisto)
4. Palmirinha (quando estou em casa)

- QUATRO LUGARES EM QUE ESTIVE E VOLTARIA:

1. Tenho que ir primeiro
2. .........
3. ............
4. ..................

- FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM:

1. Zeca
2. Filho
3. Phe
4.

- QUATRO PESSOAS QUE TE MANDAM CORREIOS QUASE TODOS OS DIAS:

1. Flavia Fusco (quem é ela?)
2. Roberta Garrido (a mulher do clipping)
3. Minha chefe (mas eu mando mais pra ela)
4. Phelipe (com algum vídeo/foto/notícia toscos)

- QUATRO COMIDAS FAVORITAS

1. Todas as variações de hambúrguer (com batata e Milk shake)
2. Bacalhau desfiado com grão de bico da minha mãe
3. Brownie (representando o chocolate)
4. Burrito e mexicanices (com pimenta e mojito)
5. Um extra pra massas e cozinha oriental!

- QUATRO LUGARES EM QUE DESEJARIA ESTAR AGORA:

1. Do outro lado do mundo
2. Em Los Angeles (onde tem celebridade de verdade)
3. Na Península Ibérica
4. Na casa do Jude Law

- QUATRO AMIGOS QUE CREIO QUE ME RESPONDERÃO:

1. A Lu
2. Meu irmão 1
3. Meu irmão 2
4. Um dos meus amigos que não respondem, mas podem responder

- ESPERO QUE ESTE ANO EU (ainda) POSSA:

1 –Perder a minha barriga
2 –Voltar a estudar espanhol
3 – Ir à praia num dia de sol
4 – Economizar

Não estrague a diversão.

Clique em Encaminhar, apague todas as minhas respostas e escreva as tuas.

Depois, envie isto a um montão de gente, incluindo a mim. Na teoria, você ficará sabendo
um pouco mais sobre as pessoas que você conhece... Legal, neh...

Lembre-se... devolva à pessoa que te mandou.