Thursday, February 26, 2009

When you're gone

Amor acaba. Namoro acaba. E alguma memória fica.
Da vizinha e primeira namorada...
O gosto pela música pop, as aulas de inglês que nem pareciam aulas e o doce daqueles doces coloridinhos que a gente comia.
Do Clark Kent do interior paulista...
Minha hoje coletânea completa da Streisand, o cheiro inesquecível de Joop (vermelho!) e a certeza de que um amor platônico não tem futuro.
Do bailarino bobo...
Andar pra frente sem desviar das pessoas (é raro que eu esbarre em alguém hoje em dia!)e saber que a gente não deve mudar para agradar o outro
Do jornalista de óculos de acetato preto...
O prazer do sanduíche de pernil com cerveja, uma coletânea do Radiohead e a descoberta de que até o mais puro amor pode ser destrutivo.

Monday, January 05, 2009

Saia da novela

"Se eu fosse lésbica, minha vida seria muito mais fácil. Só as mulheres me acham interessante". Estava num café, esperando meu filme e lendo uma biografia do Nirvana (acho que estou apaixonado por Kurt Cobain), quando uma jovem, mais ou menos bonita, proferiu essa dramática sentença a uma amiga. Na hora, eu pensei, putz, tá foda mesmo achar um cara, eu sozinho no cinema em plena segundona e essa coitada pedindo uma discografia completa da Ana Carolina. Ô fase, diria meu irmão.
Aquilo ficou na minha cabeça. Cara, alguém pedindo pra mudar a orientação sexual pra salvar a vida amorosa? A última vez que eu quis isso, devia ter uns 13 anos e estava pensando em ser aceito na escola, e só. Acho que a garota estranha (tá, você pensou na Carrie também) só está passando o recado errado na vida.
É óbvio que as mulheres acham-na mais interessante, porque só as mulheres a conhecem de verdade. Como ela é divertida, faz piadas boas e ama ler Jane Austen. Mas aposto que, perto dos homens, ela vira outra pessoa. É possuída por aquela entidade que, na cabeça dela, é bem melhor e muito mais legal do que ela mesma. E a cada saída com o cara, a mais nova Fernanda Montenegro supreende com uma atuação brilhante.
É muito difícil, quando a gente gosta realmente de alguém, resistir a tentação de mudar aquele pouquinho só para agradar o cara. Parece que isso só vai deixar o namoro mais incrível e vocês ainda mais apaixonadinhos. O foda é que, quando fazemos isso, esquecemos de pensar no que a gente está sentindo. Vivemos naquele transe em que somente o que o cara sente e a felicidade dele importam. Quando a ficha cai, a gente já nem lembra as músicas da nossa banda favorita.
É muito mais legal quando o cara já sabe que você bebe demais e que ouve Wando no carro quando está indo pro trabalho. E, ainda sim, gosta de você. Fora amar um filme cult ou um livro do naipe de "Crime e Castigo", eu prefiro sempre dizer a verdade. E deu supercerto pra mim, não é Kurt?

Monday, December 15, 2008

No bar

É sábado à noite e eu bebo a terceira caipirinha no meu bar, sozinho. Morango, canela, saquê e felicidade. Grande receita. Enquanto isso, ao redor, amáveis estranhos tentam me animar:
À minha direita, uma garota irremediavelmente feia exibe seu namorado perfeito: braços de quem te abraça embaixo de um guarda-chuva, numa tempestade sem fim, provavelmente num filme da Audrey. Ele levanta e dá um beijo nela. Ele volta e dá outro beijo nela, ainda mais demorado. Vaca dentuça e maldita, eu penso.

À minha frente, uma quase-jovem-meio-velha solteira e seu amigo gay. Ele é bonito e, lógico, estava sentado de costas pra mim. Afinal, a visão de uma mulher que assume seus cachos, usa armação de óculos colorida e um sapato medonho é mais animadora do que a de um ator mal-sucedido, cabeludo e amante de vinho vagabundo.

À minha esquerda, um gay de sucesso, tipo aqueles de sitcom, que deve ter quase cinqüenta anos. Logo, chega o amigo dele, alto e robusto, a mesma cara bem tratada das bichas que escolheram ser cardiologistas. Que pedem salada, guaraná diet e podem comprar celulares com mais funções que a minha vida social. Pau pequeno ou mãe opressora.

E, finalmente, atrás de mim, está ele. A companhia perfeita. Com seu cigarro light na mão, sem um abraço de cinema bem apertado, longe de sua amiga descolada e nunca, eu disse nunca, com o celular do ano. Mas sempre sentado bem ali, me protegendo, logo atrás de mim.

Friday, November 21, 2008

Perguntas idiotas...

Primeiro ônibus que a pessoa vai pegar na América. Eu já tinha lido o letreiro, eu só queria garantir.
- Excuse me. Is this bus going to Old Town?, diz Thiago. ( em português: nunca estive aqui, não quero me perder)
- At least, It's what It says in front of the bus, sir., diz motorista gorda. (em português: bem-vindo, querido)

Gente, eu sai do país pela primeira vez. E já voltei. Vai começar a série de post "Thiago Goes To San Diego". E daí que eu fui pro México?

Sunday, October 19, 2008

Me passe pra frente...

Instruções estão no final.

- QUATRO TRABALHOS QUE TIVE EM MINHA VIDA:

1. Escrevi horóscopo e simpatias
2. Trabalhei num jornal por 100 reais por mês
3. Fiz matéria pra Playboy (?!)
4. Trabalhei numa agência de publicidade

- LUGARES EM QUE VIVI:

1. São Paulo
2. Bauru
3. Meu quarto (durante 3 anos)
4. São Paulo (quando saí do meu quarto)

- PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTIA QUANDO CRIANÇA:

1. He-man e She-Ra
2. Xou da Xuxa
3. Novela das 8 com a minha avó
4. Casa da Angélica (comendo mingau)

- PROGRAMAS DE TV QUE ASSISTO:

1. Clipes no VH1
2. Filmes no Telecine
3. Superpop (eu não resisto)
4. Palmirinha (quando estou em casa)

- QUATRO LUGARES EM QUE ESTIVE E VOLTARIA:

1. Tenho que ir primeiro
2. .........
3. ............
4. ..................

- FORMAS DIFERENTES QUE ME CHAMAM:

1. Zeca
2. Filho
3. Phe
4.

- QUATRO PESSOAS QUE TE MANDAM CORREIOS QUASE TODOS OS DIAS:

1. Flavia Fusco (quem é ela?)
2. Roberta Garrido (a mulher do clipping)
3. Minha chefe (mas eu mando mais pra ela)
4. Phelipe (com algum vídeo/foto/notícia toscos)

- QUATRO COMIDAS FAVORITAS

1. Todas as variações de hambúrguer (com batata e Milk shake)
2. Bacalhau desfiado com grão de bico da minha mãe
3. Brownie (representando o chocolate)
4. Burrito e mexicanices (com pimenta e mojito)
5. Um extra pra massas e cozinha oriental!

- QUATRO LUGARES EM QUE DESEJARIA ESTAR AGORA:

1. Do outro lado do mundo
2. Em Los Angeles (onde tem celebridade de verdade)
3. Na Península Ibérica
4. Na casa do Jude Law

- QUATRO AMIGOS QUE CREIO QUE ME RESPONDERÃO:

1. A Lu
2. Meu irmão 1
3. Meu irmão 2
4. Um dos meus amigos que não respondem, mas podem responder

- ESPERO QUE ESTE ANO EU (ainda) POSSA:

1 –Perder a minha barriga
2 –Voltar a estudar espanhol
3 – Ir à praia num dia de sol
4 – Economizar

Não estrague a diversão.

Clique em Encaminhar, apague todas as minhas respostas e escreva as tuas.

Depois, envie isto a um montão de gente, incluindo a mim. Na teoria, você ficará sabendo
um pouco mais sobre as pessoas que você conhece... Legal, neh...

Lembre-se... devolva à pessoa que te mandou.

Saturday, October 18, 2008

Mira




Agora considera que isso foi fotografado, entre barbas e mullets, na Argentina.

Thursday, October 02, 2008

Eu, pai

Não. Era essa a minha resposta para a pergunta: "você pretende ter um filho?". E eu sempre usava um argumento de Adriane Galisteu ( um gênio do pensamento pós-moderno?!)para me justificar: sou muito egoísta para viver em função de alguém. Bom, mudei de idéia e estou tentando entender o motivo.

Pode ser vaidade...
Imagino um sábado no Mc Donald's, só eu e meu, uma coisa só minha, meu filho. Podem olhar, somos pai e filho. E, quando ele se formar naquele curso que eu odeio, vou saber que a vitória será minha também. Olha aí, é o meu guri, primeiro da sala. Fui eu que escolhi o terno bonito que ele está vestindo.

Pode ser por companhia...
Me, myself and I, we don't want to be alone all time, although we like it. Com meu filho, terei alguém ao meu lado, mesmo quando ele estiver naquele intercâmbio que não pude fazer. A gente vai almoçar na Liberdade junto e cortar o cabelo no mesmo lugar. A gente. Vou usar "a gente" todo dia, desde a hora em que eu acordar.

Pode ser por realização...
Um trabalho. Uma casa. Um new bettle. Um filho. É projeto de vida. Uma nova meta para ser alcançada. Um desafio diferente para ser encarado. Eu tenho um filho e posso cuidar dele. Parece que o filho é um objeto. Nesse caso, é melhor eu comprar uma violeta. Eu acho.

Deve ser para continuar...
É para ele que vou deixar meus filmes, CDs do século 20 e a receita de pão-de-minuto. E quando meu filho estiver com a passagem para a vida comprada, vou arrumar a mala dele como sempre arrumei a minha. Muitas meias e cuecas desnecessárias num saco à parte, um livro pra ler caso ele tenha que esperar alguma dor passar e aquele jeans, o único que deixa a bunda perfeita. Com a mala pronta, a gente vai se abraçar e, assim que meu filho partir, vou saber que um pedaço de mim está andando solto, livre, por aí.