Sunday, September 02, 2007

Dá tempo

Lá se foi mais um domingo. Li as duas Vejas, a pequena e a grande. Li a Folha. Li Nelson. Queria te ver, mas me acostumei com os domingos em que não vejo ninguém. É só desligar o celular, que o mundo me esquece. Todo mundo sabe que eu sou assim, mas será que você vai entender? Se eu jurar que queria ligar, você vai acreditar? Vai me chamar pra mais uma pizza com cinema no meio da semana? Vai me dar um beijo tímido na Augusta deserta? Vou ligar, vou ligar para explicar tudinho...

Saturday, August 25, 2007

Como uma gueixa

O que é isso? Um tic-tac? Um mentex? Uma canjica? Não, é HH perdendo a paciência (como sempre) e a dentição (nunca visto antes). Compre um leque, companheira, e faça a japonesa!

http://www.youtube.com/watch?v=iTr5Wnp-ScM&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eyoutube%2Ecom%2Fv%2FiTr5Wnp%2DScM

Thursday, August 23, 2007

Hahaha

Quando não tiver o que dizer, faça uma piada
Quando não tiver a quem dizer, faça outra piada
Quando não tiver o que dizer e a quem dizer, faça uma ou outra piada sobre si mesmo
Sempre haverá platéia para esse tipo de espetáculo!

ass: Mulher barbada com a gilete na mão

PS: Era uma vez um blog que voltou a ser. Leia.

Sunday, July 29, 2007

Tenha uma boa semana


Para um domingo de frio dolorido, foi bom acordar e assistir a Argentina e Uruguai disputando o bronze no basquete masculino, no último dia de Pan. Ainda estou no momento todo argentino é lindo, mas torci para um uruguaio tirar a camisa no fim do jogo hoje. Como um blog gay não é nada sem homens belos, Juan Pablo Silveira inaugura minha galeria. Se joga, bi!

Saturday, July 28, 2007

Alice, pode vir morar aqui!


Sem carinho, sem coberta, no tapete atrás da porta. Só as mulheres inteligentes ficam belas à beira de um ataque de nervos. Alice (Ellen Burnstyn) era a cantora que se casou com um caminhoneiro e tinha um filho espirituoso (palavra estranha, mas não podia repetir o adjetivo inteligente).

Tudo ia bem na vida de Alice, o marido não falava com ela e a vizinha lhe fazia vestidos, um casamento perfeito. Num dia, um caminhão bate e obriga Alice a pegar a longa estrada que a leva até Alice. Um Scorcese de diálogos rápidos e com a participação de Kris Kristofferson.


Thivia

PS: Ellen levou o Oscar de Melhor Atriz por Alice Não Mora Mais Aqui, em 1975. Nunca mais fez um filme legal.

PS2: Kris Kristofferson é o par romântico de Babs em Nasce Uma Estrela, em 1976.

PS3: O filme abre com a versão de Alice Faye para You'll Never Know, primeira música que Babs gravou, em 1955.

Monday, July 23, 2007

Second Hand Rose


Tenho algumas camisas floridas, mas não sou muito de flores. Gosto de margaridas como a minha mãe ou de violetas como a minha avó. Mas, se tivesse que ser uma flor, eu seria uma rosa, em toda a sua obviedade: pétalas perfumadas e espinhos que machucam. Eu sou assim, clichê. Minha voz, meu estilo de vida, a paixão por divas, o cinema de carros parados e cenários móveis. Meu jeito, meu pulso que quebra, o grito fino de susto. Uma rosa barata e clichê, de plástico vagabundo em mesa de secretária. Murcha em vaso de cerâmica, presente da patroa boa. Enfeite na cabeça da criança evangélica num casamento ao meio-dia. Uma rosa qualquer. Hoje, alguém me lembrou que nem rosa qualquer eu posso ser. Não tenho paz nem naquele vasinho medonho, encostado no canto, onde um pirralho se esconde da mãe com o chinelo na mão. Me esfregou na cara o perfume barato e os espinhos falsamente perigosos. Você não é nada, você é uma BICHA. Estou despetalada.
PS: Não acho no You Tube um link para Second Hand Rose.

Sunday, July 22, 2007

Forever and ever


Tenho ingresso para o próximo show de Dionne no Brasil. An? Dionne Warwick, ué. Hum, quem ela é mesmo? Canta todos os sucessos compostos por Burt Bacharach e Hal David. Ah, sucessos...Hey, sucessos sim, nunca cantou Say A Little Prayer For You? Então, é dela. Eu vou. Isso rende um novo post. Minha cantora favorita.


I'll Never Love This Way Again (da segunda fase da carreira, mais brega e mais conhecida. O final é tipo incrível)

Saturday, July 14, 2007

Levando a vida lavanda


Tenho uma brincadeira. Toda vez que estou em uma roda de amigos e alguém fala em casamento, brinco que serei a madrinha (por razões lógicas!) de chapéu lavanda. A cor e o perfume das senhoras dignas e inglesas como Ursula (Judi Dench) e Janet (Maggie Smith) em Ladies in Lavender. Arrumam a cama com perfeição, cuidam do jardim com maestria, fazem todas essas pequenas coisas, em seus vestidos recatados, como se fossem as únicas que realmente têm importância. Só que lá no fundo, elas esperam, sentadas de frente para o mar, uma invasão de vermelho para aquecer suas frias vidas em lavanda. No Brasil, virou O Volinista que Veio do Mar. Assista.


PS: Daniel Brühl, de Adeus Lênin, é o vermelho.

Friday, July 13, 2007

Funny G (girl, guy, gay)


"People, people who need people". Qual a bicha não reconheceria esse começo de música, ainda que cantado em aramaico? Tudo bem, deixa eu fazer a militante: com exceção das bichinhas perseguidas pelo regime cubano ou comendo areia no Afeganistão (Ufa, fico mais aliviado). Streisand é patrimônio nosso. Aquele nariz, aquele cabelo meio altinho e com franja das americanas, as unhas compridas, é tudo nosso.

Está achando que é mais um post frio, né? Feito em dia ruim. Tsc, tsc, tsc. Eu tenho um furo! Uma descoberta que vai me colocar na Calçada da Fama da blogaria gay do Brasil, há quem diga (eu!) do mundo. *Toca a música da Fox que antecede os filmes da Bette*.

Você acha que Barbra é um coisa gay porque ela fez musicais? Não é. Porque ela fingiu ser homem em Yentl? Não é. Porque ela não era nenhuma Liz Taylor e, mesmo assim, ficou trilhardária? Não é.

Depois de trabalho árduo de pesquisa e de ter ouvido fontes próximas ao presidente (pensa que é só a Folha que pode?), descobri neste vídeo que Streisand tem um número da sorte: 24. Seria redundante um explicação.


Eu não inventei, veja


Saturday, July 07, 2007


Ser um adolescente gay era fazer adaptações. Os testes da Capricho não eram planejados para você, mas com um jeitinho, dava para fazer com as amigas de escola e descobrir mais sobre si mesma, ops, mesmo. As revistas de sacanagem hétero (aquelas do seu pai ou do seu irmão) traziam sempre um cara que pegava/tocava/roçava no pau diante de uma vadiáina. Era excitante, num tempo de muitos mimiógrafos e pouca internet.

Com as Spice Girls também foi assim, com uma pitada de pêlos e roupas melhores para Sporty Spice, fiz (e muitos outros fizeram) a minha versão do Girl Power, o Gay Power. Deve ser por isso que o retorno delas me deixou confuso: era ruim ou era boa aquela época?


Monday, July 02, 2007

Meu dia de glória


Um pulinho no Rio para uma entrevista sempre pode virar uma noite mal dormida no Santos Dumont. Falamos de Brasil, falamos dos descontroladores de vôo. Mas tentar dormir numa cadeira de 30 cm de largura ao lado de uma japa (provavelmente alcoolizada) que capotou madrugada a dentro era pagamento. Deus não dá aos pobres sem cobrar com juros.

Pela manhã, ainda em Congonhas, tive o prazer de passar perto, de ver com os próprios olhos o maior galã (sim, galã é a melhor palavra para ele) da televisão brasileira: Tarcísio Meira.

Rosto franzido, bigode digno, altura de homem bonito. Vestia sobretudo cinza e carregava uma mala preta. Procurava alguém, não a mim, talvez procurasse a Glória. Tive vontade de dizer oi, tive vontade de virar uma típica adolescente histérica diante do seu ídolo maior, um clone de menudo qualquer. Sobrou respeito, mas faltou coragem, irmão.

Último capítulo do clássico de Tarcísio. Quem precisa de Tyrone? Quem precisa de Cary?



Thursday, June 28, 2007

Inacreditável

A polêmica em torno da bichinha que usa chuteira já inaugurou a temporada de boçalidades entre a turma do preconceito. Prefiro achar que os comentários são apenas falta de informação daqueles que andam se pronunciando pela mídia sobre o babado.
Depois que a mãe do suposto jogador alegou que seu filho não era O gay do campeonato paulista porque o fofo era "normal", o empresário do boleiro entrou feito zagueiro europeu, com este belíssimo carrinho, na Folha Online. Ui, minha canela.

"Quem não deve não teme. Não existe a mínima possibilidade de esse jogador ser o fulano. Conheço a família dele, sua índole e seu caráter há 11 anos, desde que ele começou a jogar", disse a zaga.

Não acredita? Veja com seus próprios olhos
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u307846.shtml

Saturday, June 23, 2007

testando


Desconsolada




Aconteceu ontem...


- Rê, estou com medo. Vamos voltar andando do teatro Gazeta até a Augusta depois da meia-noite?
- Ai, Thi, somos um casal hééétero, ninguém vai fazer nada com a gente!
Minha amiga, sempre menos apavorada do que eu. Ela sempre foi. Quando éramos jovens (em idade gay), 20 recém-completos, subíamos e descíamos a Paulista sextas, sábados, domingos ou feriados. Rê não se abalava. Bêbados, alegres ou beijados (por outros e outras, tá). Nunca aconteceu nada, acho que porque Deus protege quem bebe.
Pois acho que esse Deus está de férias e São Sebastião anda ocupado contando o número de participantes da última parada gay (800 mil? 3,5 milhões? Conta ou não conta o francês?). No blog do Ripardo ou na Folha, toda semana, sai uma nota sobre alguém que foi agredido na região da Consolação, aquele cantinho que nos resta para andar de mãos dadas ou dar pinta. Ai, bee, para quem eu ligo pra reclamar?
Última notícia que li (hoje) e que venceu a minha preguiça de escrever este post

Thursday, June 21, 2007

Alegre, mas quase triste


Acordei com uma alegria meio triste. Feliz porque queria me apaixonar, faz tempo que não tenho essa vontade. Triste porque não sei por onde começar. Mais tarde eu mando uns currículos...

Thursday, June 14, 2007

Os homens preferem as loiras?


Eu sou para casar súper. Verdade. Boa lataria, conteúdo okay. Falo um idioma e meio (inglês) e comecei outro (espanhol). Trabalho e me visto bem, meus amigos dizem pelo menos. Até emagreci nos últimos dias e comecei a usar o cabelo raspado, que me favorece.

Sou bem engraçado e aprendi a comer pouco, ou seja, bem econômico em restaurantes por quilo. Minha profissão é legal e rende bons assuntos, hoje mesmo eu entrevistei o Latino. Olha que interessante. Meu calçado favorito é All Star, nem mato por moda, sempre usei mesmo. Um presente bem barato. Eu posso ser mais chato para chocolate, mas topo um meio amargo de qualidade inferior. Sério.

Posso ligar dez vezes ao dia ou passar uma semana sem dar notícias. Mas isso nem é tão grave, vai! Demonstra intensidade, em maior e menor grau. Posso ouvir rock ou falar um pouco mais baixo para agradar. Mas os CDs da Barbra eu vou manter no meu quarto. E não vou abrir mão de cantar no carro. Minha voz nem é tão ruim. Não, isso nem meus amigos dizem.

Minha experiência é pouca. Pedra bruta, fácil de lapidar. Nada de jóia rara, não vou ficar do jeito que é para ficar. Não serei diamante, o melhor amigo de qualquer garota. Nem quero. Quero ficar assim, um pouco eu, um pouco quem chegar...
PS: em tempo...Feliz dia dos Namorados!



Monday, June 11, 2007

Mostra a sua cara


Na segunda-feira pós-parada gay, São Paulo amanheceu assim, cheia de fumaça, sabe? Dizem que nos Jardins nem bicha com visão raio laser caminhava pela manhã. Minha mãe, muito mais esperta do que eu, entre uma colherada de feijoada de ontem e um gole de suco, sacou de pronto: "meu filho, são os viados sem celular tentando se comunicar".

Não fosse a gripe que me pegou, eu estaria fazendo sinal de fumaça para falar com as amigas também. Peraí, deixa eu fazer logo a piada das bichas queimando a rosca para se comunicar antes que você a faça. Pronto, isso já valeu o péssimo começo do meu texto. Voltando ao assunto...

Não, William, não quero transformar 3 milhões e meio na avenida no caso do celular roubado. É importante, foi legal, apesar de ter fugido do controle da polícia. É que o roubo do meu celular foi muito engraçado.

Atravessava a Paulista, depois da solenidade de abertura (adoro o momento hino nacional, me visto só pra isso), para encontrar um amigo já sem celular, quando aquela multidão me apertou. Puxei todo meu arquivo de idéias de classe média, meu sonho da casa própria, meu etéreo C 3 prata, olhei pra biba mais feia que me provocava enquanto me empurrava e gritei: "Passa logo, bicha nojenta". Ela sorriu. Com uma mão, tocou meu rosto, com a outra, bem...digamos que ela não estava interessada no meu imenso pau...

Sim, nossa parada é a maior do mundo e tem a nossa cara desigual. Bicha fina assiste ao babado do apê da amiga, lá na cobertura, e deixa a avenida para a galera ir à forra. E eu? Bom, eu vou curtir a do ano que vem pela televisão. Parada, eu vou te trair (não vou te trair).




Tuesday, May 29, 2007

Sorriso maroto


Fui de colar de pérolas a pipocas enfileiradas em terreiro de macumba. Sisos malditos!Lá se vão sete anos de aparelho ortodôntico. Justo agora, em que os nerds colhem os frutos da humilhação colegial, eu resolvi embarangar. Mais fácil colher trufa em Cuiabá.

Wednesday, May 23, 2007

Não foi refrescante

Achei um halls sabor tristeza. Estava desembrulhado e solto no bolso de um jeans que nem é o meu favorito. Acreditava que todas essas balinhas tivessem acabado. Elas têm gosto de vazio e tiram o sono. Será que era a última com sabor extra forte? Não quero encontrar outra. Vou parar de usar calças.

Thursday, May 17, 2007

Twenty-five going on twenty-six




É hora de fugir do convento. Faz tempo que eu faço tudo errado: falto à missa, canto músicas pagãs e, obviamente, não vejo meus amigos. Mas não apareceu uma Madre Superiora desgraçada para me expulsar daqui. Mais uma vez, estamos eu e meu vestido comprido em frente ao portão. E aí, Maria? Pra onde eu vou?
Eu nunca quis ver que o mundo era maior do que meu canto, aqui no convento. Às vezes, eu escalava uma ou outra montanha e cantava sobre as asas dos pássaros. E via todo aquele mundão grande me encarando. Também via casas e pessoas pequenas, o que me confortava. Logo, o ar e o sol ficavam intensos demais. Eu tinha que descer, eu precisava voltar para a proteção do convento.
Agora, estou pela milésima vez com a chave na mão. Há milhares de militares aposentados com sete filhos para criar me esperando lá fora. Assim como há condessas malvadas para me prejudicar. Mas desta vez, eu quero jogar a chave fora e pular muro. Para nunca mais voltar.



Are the hills really alive? (abertura de The Sound of Music)

http://www.youtube.com/watch?v=kPvWXfkjyEQ


Sim, todos nós ficamos mais velhos! (Sixteen going on seventeen)

http://www.youtube.com/watch?v=jH1HwY5Xznc&mode=related&search=