Monday, September 08, 2008

The heart is on the table

Minha mesa é o lugar onde passo maior parte do tempo. Sempre. Embaixo das revistas, bloquinhos e 37 canetas que não funcionam, você vai achar muita coisa. Um porta-retrato com uma foto do meu pai e da minha mãe que não pára em pé e que eu insisto em levantar. Afinal, eles fizeram tantas vezes isso por mim. Os meus nove santos se misturam aos post-its com as tarefas que devo cumprir. Deixo perto deles, na esperança de que eles resolvam a minha vida. Nunca deu certo porque não sou cristão. Mas se aperto o ursinho ajoelhado ao lado da CPU, ele reza o pai nosso com voz de criança. Para me lembrar do tempo em que eu acreditava em muita coisa. O relógio com a cara da Marilyn não marca a hora, nunca marcou, eu não preciso saber quanto tempo eu passo aqui. Uma borboleta rosa de pano (com um pouco de purpurina) voa entre o monitor e a lata de lápis. Ela ainda não descobriu o melhor lugar para ficar. Talvez ela devesse pousar na plaquinha vinda de Cuba com a receita de mojito, tenho certeza de que ele, quer dizer, ela será (ou pelo menos já foi) feliz por ali.O espelho vagabundo, aquele laranjinha da 25 que virou vintage, está estrategicamente colado em um canto onde não consigo enxergá-lo. Nunca olho pra ele. Do lado oposto, bem do lado esquerdo, uma foto do Paul Rudd me faz companhia. Na cama, provavelmente sem cueca, ele me provoca. Paul é tão improvável e seguro, bem do jeito que gosto. Do jeito que eu posso. Aliás, o vaso vazio do lado direito me lembra do que eu não posso. Fazer ginástica e comprar, de dois em dois dias, uma gérbera para alegrar meu coração, quer dizer, minha mesa. Pelo menos eu tenho uma foto da Oprah onde deveria estar o número do meu ramal no telefone. É preciso ter metas profissionais e eu não vou me satisfazer com pouco. Posso ter uma mesa maior, com mais espaços vazios para encher de objetos inanimados. Verdade, fora o ursinho carola, nenhum deles conversa comigo, nem mesmo as fotos. Eles somente esperam que eu os organize, os limpe e os posicione no lugar certo em meu coração. Ou seria na minha mesa?
XXXXXX
Mais uma vez, obrigado, Alanis.

Da mesma série

Outro dia, durante o jantar, estava me sentindo tão perdido que desejei ser uma cadeira no refetório da empresa.

Wednesday, September 03, 2008

Afe, parem de mentir!

ABC? Easy as One, two, three? Simple as Do, Re, Mi? That's how easy love can be? Que merda é essa? Queria saber em que escola os Jackson 5 aprenderam sobre o Amor (assim, com maiúscula mesmo). Porque, na casa deles, eu sei que não foi. Seu Jackson é mais lembrado pela fivela do pin...I mean...do cinto do que por suas doces mãos preparando bolinhos de chuva para a família.

Olhe aqui, Michael, se um dia você - com ou sem os seus irmãos - decidir a cantar sobre o amor depois de velho (e branco), fique sabendo que é ele foda como X Y Z!

Monday, September 01, 2008

Um GPS pra vida

Tenho uma amiga que nem é de São Paulo, mas sabe andar pela cidade melhor do que eu. Falo brincando que ela é meu GPS. Alguém que eu posso seguir sem medo de ser feliz. Em qualquer ocasião. Tipo, ela saiu de férias e eu já nem sei o que eu almoço, fico pegando batata frita e tomando sorvete. Totalmente sem direção. Hoje, levantei duas vezes na redação para falar com ela. Cadê? Acho que GPS quer dizer, na verdade, Great Person Sempre.
Lu, prometo caminhar todo dia se você voltar rapidinho.

Saturday, August 30, 2008

As the world falls down

Beta, era essa a música que o David Bowie (a.k.a. noivo caipira da Grazi naquela novela em que ela pega o Thiago Lacerda) devia ter tocado ontem. E o Love Story, aquele labirinto, nem compensou essa perda. Ufa, tínhamos cigarros.

Friday, August 29, 2008

Take a bow

É obrigatório saber sair de cena.

Thursday, August 28, 2008

I don't know, I don't know

Something in the way he "pi" attracts me like no other lover

Wednesday, August 20, 2008

Mudança de hábito?


A campanhia toca quando estou saindo de casa, atrasado, óbvio.
- Bom dia! (digo eu)
- Bom dia! (diz uma das duas velhinhas que eu nunca vi)
- Pois não?
- O senhor (perdeu a chance de ficar calada!)está de saída? (diz a velha que fala, a outra faz a linha Miss Ceará)
- Sim, pois não?
- Então vou te entregar um texto da Bíblia, eu queria ler, mas... (fiquei bem triste essa hora, ia perder um texto sagrado!)
- Me desculpe, não sou religioso. Um bom dia! (educado e paciente que sou!)
- O senhor (de novo?) não acredita na Bíblia? (me provoca a carola tagarela)
- Na verdade, é a Bíblia que não acredita em mim (fim da discussão)

Sunday, August 17, 2008

O ataque dos clones

Vou parar de enganar você, leitor, e começar a escrever sobre algo que eu entendo realmente: como esquecer um caso que deu errado (tive medo de usar a palavra amor). Do alto da minha cátedra na universidade federal das desilusões amorosas, garanto que getting over é um assunto que precisa ser divido em partes, tipo Cálculo I, II e III. Portanto, darei um curso rápido de como esquecer pessoas, inaugurando mais uma série neste meu blog. Papel e caneta na mão, o nosso curso vai começar.
Aula 1 - Curso Prático Para Esquecer Pessoas (CPPEP)
Tema: O Ataque dos Clones
Vídeo ilustrativo: "As", com George Michael e Mary J Blige.

Parece um plano diabólico do lado negro da força, mas toda vez que você precisa exorcizar um passado ele decide se multiplicar na sua frente. Para onde você olhe na noite, lá ele vai estar: tão parecido, a camisa, a barbinha (homens podem mudar para argolas aqui. Vocês olham isso, né?), é tudo igual ao do amor que ficou para trás.
Calma. Isso é o que nós, especialistas, definimos como Ataque dos Clones. O importante aqui é saber que essa multiplicação do passado não é real e, sim, invenção de uma mente perturbada. Não existem caras fantasiados de ex só para te fazer lembrar dele. Seus olhos procuram o que você não tem mais. (Repita comigo: não tenho mais! Não tenho mais!) A solução para o distúrbio passa por 3 caminhos:
a) Aposte em novos estilos: não repita padrões. Se ele era roquinho, comece freqüentar o sambão. Se vocês curtiam tomar picolé de uva sábado à tarde, substitua por churro. Se ele era loiro, descubra o incrível mundos morenos. Tá, se você pegava um ruivo, larga com alguma vantagem.
b) Tente reatar: não sigo a linha filosófica Down With Love, acredito no amor. Por isso, certifique-se de que o cara não é o que você quer MESMO. Caso ele seja, ligue no celular dele, mande e-mail ou matricule-se no meu novo curso "Rasteje Sem Perder a Classe (RSPAC)". Grátis: joelheiras by YSL.
c) Monte um exército: e enfrente o ataque dos clones com seus melhores amigos. Se a sua tropa tiver bons uniformes e for aberta ao consumo de bebidas, você estará bem armado para enfrentar o inimigo. Nada é tão ruim que a vodka não possa melhorar. Pense nisso.

Por hoje é só!

Saturday, August 16, 2008

Da mesma série

Outro dia, minhas artérias estavam tão geladas que eu tomei uma garrafa de tinto chileno para derretê-las.

Friday, August 15, 2008

Mas eu quero!

Não é sempre que a gente consegue o que quer, o que não impede a gente de tentar, não é mesmo?

Coming Around Again


And I believe in love. But what else can I do, I'm so in love with you

Wednesday, August 13, 2008

Da mesma série

Outro dia, minha cama estava tão vazia que eu fiz uma pessoa com meu edredom e dormi abraçadinho.

Tuesday, August 12, 2008

I wish

Seu Gênio da Lâmpada, hoje, tive saudade da minha lista de desejos de antigamente. Ela era simples e despretensiosa. Aceito ter alguns deles realizados, ainda que com atraso, ok?
- um bugue. Meu pai nunca teve dinheiro pra comprar;
- uma boneca da She-Ra com castelo. Não tive coragem de pedir nem para o Papai Noel;
- um moletom rosa. Ah, esqueci que esse minha mãe me deixou comprar. (Mãe, o que você tinha contra a minha vida social naquela época?);
- uma AnaMaria, daquelas do pacote antigo, numa lancheira quadrada dos Ursinhos Carinhosos amarelo-bebê;
- uma calça da pakalolo, com o Mickey saindo do bolso, hein!
- um Supermassa dentista e uma máquina registradora que saia o papelzinho de verdade;
- um all star vermelho, mas daquele vermelho que era bonito.

Olha, mas se isso que eu pedi (Há anos!!!)estiver em falta já, tenho uma nova lista. Minha senha é a número 2, depois de um tal de Aladdin. Não peço muito, só o necessário pra viver mesmo, ó:
- aquela jaqueta xadrez da colcci. Dica: uma pessoa da empresa em que trabalho teve coragem de pagar 600 nela ou comeu o vendedor;
- um celular daqueles que tem tipo uma canetinha pra tocar a tela. Acho superfino aquilo;
- um corte de cabelo moderno para cabelos cacheados;
- um curso rápido de leitura dinâmica (ou um novo criado-mudo);
- um novo abdome, estilo dos atletas dos jogos olímpicos;
- a versão de Nasce Uma Estrela de 1976 em DVD;
- e, por último, uma pirâmide do Egito (tá mais ao seu alcance, néam?).
bjomeligacontandooqueconseguiu

Sunday, August 10, 2008

Outro dia, minha vida estava tão silenciosa que ouvi o papel do cigarro queimar

Thursday, July 31, 2008

Karaokê do Danny

Quem nunca cantou com a escova de cabelo ao contrário, na intimidade do próprio lar, que ataque Danny. Quem toma banho em silêncio que dê risada do Danny. O menino só teve a coragem (ou a falta de um responsável) de postar na internet. Adoro!

Tuesday, July 15, 2008

Back to black? No, no, no


Quem termina um relacio../ficada longa/whatever precisa fazer uma rehab para voltar ao mundo. Eu estou tentado. Tirei da gaveta minha imagem da Nossa Senhora do Travolta, fiz a barba, botei a melhor skinny e me joguei no penúltimo sábado. Lá pelas duas, eu já brilhava na pista, linda e magra, flutuando ao som de qualquer merda que nós gays ouvimos na noite, quando me jogaram um gelo na cabeça. Enfim, o approach poderia ter mudado nesses últimos meses, pensei. Quinze minutos depois, veio o inesper..., quer dizer, o esperado no meu caso: um copo cheio de gelo na minha cabeça. Parei e considerei, pela enésima vez nos últimos anos, o que eu estava fazendo ali. Talvez, eu esteja velho. Ou só triste. Ou, talvez, minha rehab seja em outro lugar. Pra onde vão os gays mais interessantes do mundo?

"Você é estilista?"


Acordei puto hoje. Dia de não sair da cama, sabe? Coloquei a minha camisa xadrez à la Kurt, um jeans Colcci (Não sei porque compro lá. Nunca me veste bem e eu tenho que dobrar a barra)e o primeiro All Star que vi pela frente, por sorte, um branco. Depois de rastejar o dia inteiro, à noitinha, decidi terminar o dia como bom junkie. Estávamos eu e meu Big Mac, praticamente num ato sexual em praça pública, quando uma McGarota nos interrompeu: "Você é estilista?". Não, querida. E isso explica provavelmente porque eu não tenho um apartamento. Agora, o viado veste Renner. E pronto.

Tuesday, July 08, 2008

Can I enjoy the silence?

So we are listening to the same stuff. But I won't say anything. Words are very unnecessary, they can only do harm.

Saturday, July 05, 2008

And I'm telling you...

Que as melhores músicas são aquelas em que o eu lírico (inventei?) é abandonado. Sério, são várias e todas muito carregadas de ódio e de vou-ficar-melhor-sem você. "You Oughta Know" da Alanis, "Atrás da Porta" do Chico, só pra mostrar que sou eclético. Mas eu voltei a ouvir essa muito legal, tem o pequeno nome de "And I'm Telling You I'm Not Going" e é do musical "Dreamgirls". A dona da música é Jennifer Holliday, ela até levou um Grammy em 1982 ou 1983, não me lembro. Adoro quando parece que ela vai rastejar, toda desajeitada, nessa apresentação no Tony Awards.


PS: a versão de Jennifer Hudson, que interpretou Effie White na adaptação de Dreamgirls para o cinema, ficou bem boa também e rendeu um Oscar pra ela.

Wednesday, July 02, 2008

Carta a um jovem bonito

Ele pediu um novo sorriso e outros olhos. Sempre soube que queria muito do mundo, mas não achei que pudesse querer tanto. Por que desejar ver o mundo com outros olhos que não aqueles tão sensíveis, com visão raio-x para alma, tão bonitos? Não posso acreditar que, em algum momento, ele quis uma nova boca para substituir aquela que, quando ri despreocupadamente (quase num deboche), se abre branca, sincera. É inaceitável que, depois de dar chances a tantos amores tortos, ele não tenha ao menos dado as mãos - ou convidado para um cinema - a pessoa com quem se deita todo dia.

PS: aceito agradecimentos pelo emprego da palavra "jovem" no título.

Thursday, June 26, 2008

Meninos, eu vi...


Três palmos de distância. Foi tudo o que me separou do sonho brasileiro em Hollywood durante 15 minutos. Voz baixa, respostas escorregadias e nenhum pedido de casamento. Shame on you, Santoro! Quando você acha que vai poder me ver de novo?

Cool in the summer, warm in the winter

Não consigo parar de ouvir uma música. É breguinha, faz trocadilho infame com amor e roupas, mas é cantada pela Jennifer Hudson, de quem eu gosto desde o "American Idol". Súper estou me arrumando, indo e vindo para o trabalho ouvindo "All Dressed in Love". É bem gay (tá, porque eu estou explicando isso?) e está na trilha sonora de "Sex And The City - The Movie" (que é bem g... Afe, pára, Thiago!). Súper acho que eu gostei da música porque estou perdoando a Carrie-mulher-de-malandro e vendo além de suas roupas. Mas, ouvindo pela milésima vez os gritinhos de Dream Jennifer, I couldn't help but wonder... Por quê não fizeram um clipe? Meanwhile, across the city, dá para ver essa montagenzinha tosca. Soooooooo cute.

Monday, June 23, 2008

Para quê?

Tive a brilhante idéia de economizar. Porque ter é preciso. Comecei poupando 55 reais com o meu estacionamento. Nem ao menos havia me vangloriado do meu feito ao meus amigos de trabalho, uma pedra caiu no meu pára-brisa e quebrou o vidro. Iria me custar uma boa plata, mas, no primeiro final de semana, arrumaria aquilo. Uma pessoa centrada não deixa seu único investimento aos pandarecos. Quase chegando à vidraria (é isso?), sábado de manhã, um ônibus bate na traseira do meu carro. Agora, me diz, por que eu tive a idéia de economizar 55 reais?

Depeche Mode me deixa alegre e feliz
http://www.youtube.com/watch?v=cGxOUezyCms

Friday, June 06, 2008

You've got mail!


De: Beta
Para: mim

sonhei contigo, mocinho.
— tu era filho ora da Mônica Torres, ora da Ana Paula Padrão.
— o teu japinha tinha feito algo que te deixou triste—mas não muito.
—a gente dividiu uma sombrinha azul
— caminhamos por uma rua da minha infância– durante anos fiz aquele trajeto para ir pro colégio
— eu te dei (e ganhei) muitos abraços
— éramos MUITOOOO mais calmos. e não fumávamos.
Foi bonitinho, sabe?

Beta, a gente vai estar sempre embaixo da nossa sombrinha azul, sempre.

PS: É só uma pintura de um americano chato, mas tem um guarda-chuva azul.

Wednesday, June 04, 2008

Uma velha donna?


Com toda a sinceridade do mundo: eu não sou o tipo de cara que surta ao saber que Madonna está no estúdio. Ouvi o CD novo inteirinho hoje, no trânsito, e não gostei. Me pareceu uma cinqüentona querendo ter vinte anos. E essa impressão foi reforçada pelo encarte (sim, sou uma pessoa que tem CD ainda). "My candy is hard" ? Pára, Madonna! Todo mundo sabe que seu candy só tá meio hard ainda por conta do botox. Vou ouvir, vou dançar, mas esperava algo mais majestoso! Tsc tsc tsc. Back to Confessions!

Saturday, May 24, 2008

Lucky... then Strike

O lastro de todo meu charme é a minha vida confusa. É o jeito sitcom que eu inventei para viver. Tem gente que prefere a filosofia. Não é para mim. E, como esse blog precisava desesperadamente de textos, meu roteirista preparou um capítulo especial, tipo aqueles que passam no natal e duram uma hora, sabe?
O primeiro take foi perfeito. Fechou no cara de óculos (e com um cabelo preto lindo) e me jogou para os braços dele. Uma cena com poucos diálogos e que eu faço com os pés nas costas. Devo ter verbalizado esse último pensamento, porque meu Charlie Kaufman particular quis me desafiar: acrescentou ao novo personagem bom humor, um papo incrível e um sorriso, meio de lado, matador. Logo vi que era um episódio diferente.
Charlie havia preparado um especial incrível depois de segurar a audiência me arrumando um gago e uma fila de erros inimagináveis até para Carrie Bradshaw. Um cara legal, com quem você divide uma cerveja e não vê o dia amanhecer. Comecei até a desconfiar do clima Gilmore Girls do episódio. Não precisava, em breve, tudo voltaria ao normal, em "That's Thiago's show". (ok, preciso de um nome melhor)
Assim que começou a perder o interesse dos sádicos, meu Charlie, digamos, temperou a história. Quando me preparava acho que pra cena 7, fumando meu bom e velho light, descobri que o convidado deixaria abruptamente o episódio. Que merda, precisava de outro cigarro para terminar de ler aquilo. Pior que estava escrito lá: X vai para o outro lado do mundo, não dá para chegar de ônibus e não temos verba.
Daí para frente o episódio esquentou. Foi um vaivém danado. Um querer ir misturado com vontade de ficar. E nada de me liberarem o take final. Eu precisava saber como aquilo acabava. O texto ficou denso e a gente (eu e convidado) chegou a perder um pouco do charme inicial. Mas a audiência chiou e meu Charlie apostou na nossa química. Tem que testar o humor do telespectador as minhas custas?
Ainda não sei como nem onde vai ser a última tomada. Mas tem algumas coisas que eu gostaria de levar para a próxima temporada. Charlie, acho que vou fumar Lucky Strike, o cigarro dele, por um tempo. Tem como?

Thursday, May 01, 2008

Welcome to my naughty ball

Touch me when we're dancing. You know you got that loving touch. C'mon and touch me when we're dancing. I wanna feel you when...

http://www.youtube.com/watch?v=iPhZxSyEKKM

Sunday, April 06, 2008

Dor em arte (título preguiçoso)


Fui ver a exposição de Tatsumi Orimoto, no Masp, com o Leandro. Os trabalhos do artista japonês com a mãe - vítima de Alzheimer - chamam uma lágrima. É dolorido ver o desespero dele ao tentar se comunicar com ela de todas as formas. Ainda mais sabendo que o doente de Alzheimer, olhando lá longe e para dentro, perde total contato com o mundo exterior. Ao mesmo, o esforço quase cômico de Orimoto ao tentar atingir o universo da mãe me fez rir, ainda que com uma ponta de tristeza. É dor transformada em arte, como sempre, mas com irreverência.


PS: A foto do escorregador nunca mais sairá da minha cabeça.


Parte II

Me chamou muito a atenção também a série Pull To Ear. Não achei as fotos na internet, por isso, vou tentar explicar rápido, como deve ser em um blog, não é mesmo, minha gente? São pessoas com brincos + plaquetas + fios que puxam as orelhas e, em cada plaqueta, há uma palavra. Fiquei pensando em quais seriam as minhas palavras, aquelas que puxam as minhas orelhas. Difícil. Acho que "Thiago" seria uma delas. (Melhor visitar a exposição, não consegui explicar).

Saturday, March 29, 2008

No inferno

Antes do saquê...
Antes que fosse tarde...
Antes que a vontade ficasse menor que a incerteza...
Eu pedi:
- Fica!

Wednesday, March 26, 2008

Bom pra caralho

Acho que é no filme A Vida de Brian, do excelente Monty Python, que um personagem crucificado ( fodido mesmo) consegue cantarolar "é preciso ver o lado bom das coisas". Taí outra mudança que veio com o tal 1/4 século, uma idade que me fez desistir de brigar com vários clichês. Não tem frase mais boba e lugar-comum do que "é melhor ser alegre que ser triste", certo? Errado. Sem vergonha (talvez um pouco) e nem medo, eu admito, finalmente, que acredito nessa merda. Sério, é muito mais fácil. O que não quer dizer que seja mais cômodo. Às vezes, é um puta exercício polyannístico ver tudo pelo lado bom. Tem dia que não dá, mas é exatamente nessas horas que eu paro, acendo meu cigarrinho e penso: "palhaço, para quê ver pelo lado ruim se você tem a outra opção?" Mais rápido que preparar miojo, vêm bem ali nos meus olhos todas as coisas que me dão tesão pela vida. É uma sensação boa pra caralho.


PS: tá, parece que descobri a América quando fiz 25 anos, mas, como me disseram fofamente há pouquíssimo tempo, adoro uma cerimônia/ritual/efeméride/desfile de escola de samba. Com os 26 chegando, vou perder várias pautas.

Tuesday, March 11, 2008

Sunday, March 09, 2008

O extrato bancário de sábado


7 Smirnoff (tem dois efes?) ices

+ 1 skol

+ 1 maço de cigarros

+ 63 rostos que não eram aquele

________________________

= 1 mensagem que podia (devia) ser evitada


Dica: seja esperto. Não vá ao caixa eletrônico no domingo.

Friday, March 07, 2008

Para que parar?


Thiago encontra uma velha fumante no supermercado.
- Cof! Cof! Cof!
- Hum, tá ruim, meu filho. Tá ruim mesmo.
- É, preciso parar de fumar, né?
- Bobagem.
- É que me dá uma tosse.
- Que nada (pigarrea), toma mel que passa! Eu sempre tomo.
- Em que prateleira fica o mel mesmo?
Go get him, Cher.
ps: Diane Arbus via as coisas. Foto dela.

Monday, March 03, 2008

Are you lost in translation?

チアゴ

Sorry, ScaJo, that's your problem, cause I'm not anymore.

Sunday, March 02, 2008

Hug

Da terra onde todo o dinheiro escuso do mundo está guardado, veio o abraço mais apertado e sincero da noite. Longa, etílica e dura noite. Fui salvo pelo suiço de não tão boas maneiras (he does weird things with a bottle!), mas cheio de calorzinho e boas palavras. Cristian, I'll never forget what your grandma said to you once and you, with all your kindness, shared with me last night. Thank you.

Sunday, February 24, 2008

(not so) quite nights of (not so) quite stars


A esticada do sábado foi no Leblon. Não esse aí da foto - com praia e um cara de sunga e tênis-, mas aquele para onde vamos quando o Exquisito está cheio - com chope e um cara comendo frituras. A maratona cinematográfica tinha sido, intencionalmente, sozinha e fria (congelante, Unibanco, congelante!) e a saturday night não precisava seguir a mesma toada, Travolta jamais me perdoaria. Saímos eu e um querido amigo para jantar (e beber), lá pela uma da manhã. E caminhamos (sentados, lógico) nos campos minados das revelações feitas à mesa de um boteco. E dos irrealizáveis sonhos não realizados que nos fizeram melhores pessoas. Mais humildes também. Foi bom poder falar de tudo sem a condenação da espada da justiça, que nós, ironicamente, sabemos manejar tão bem contra os outros. Um encontro de espadas que baixaram a guarda (Ok, muita conotação sexual na última frase). Isso só se faz com amigo, só consegue quem é amigo. Obrigado.
ps geográfico e nada poético: esse é o Morro Dois Irmãos, acho, não é o Corcovado.

Monday, February 18, 2008

Lilo de Monroe


Resquício do meu trabalho, minha quedinha por Lindsay Lohan virou um tombo depois das fotos que ela fez para a New York de fevereiro. LiLo é fotografada como Marilyn Monroe foi em sua última e mais reveladora sessão de fotos, em julho de 1962, alguns dias antes de morrer (em 5 de agosto). Pelas lentes do mesmo fotógrafo, Bert Stern, LiLo repetiu até as poses com as flores de tecido coloridas. Ficou lindo de morrer, Lilo de Monroe.


ps: quem quiser ver a sessão original com MM, venha aqui em casa, porque eu não empresto.

simples assim - parte II


Tarde de quase chuva. Bandas anônimas (pra mim) do chão da sala pequena. Simples assim. Cozinha árabe, amiga com piercing, cerveja (pra mim). Simples assim. Depois, esquina escura, cigarro no fim e uma tal nuvem clara. Simples assim. Aí veio a hora, uma carona curta e 2 minutos para encher um domingo. Simples, muito simples assim.

Sunday, February 10, 2008

Lily Monstro


Ele chegou sorrateiro. Pelo lado esquerdo. Quando percebi, num dia de semana qualquer, ele tava lá: em pé e se destacando ao lado de todos os meus outros fios de cabelo quase pretos. Meu primeiro branquinho me encarou no espelho e perguntou: "e aí, meu chapa? Como vai ser daqui pra frente?" Sem tempo, não fiz uma retrospectiva dos melhores momentos da minha vida, tinha só meia hora pra chegar à cabine de Sangue Negro. Mas, por incrível que pareça, abri um sorrisão (escova de dente na boca), e respondi: "vai ser do caralho. Pode chamar seus amigos que eu vou dar uma festa".


PS: Tive que omitir que já tenho um cabelo branco bem no bico de viúvo há anos. Ah, não conta vai...
alteração do dia 11/2: crase em "chegar a cabine", quer dizer, em "chegar à cabine".

Friday, February 08, 2008

That's Amore!


Quase uma hora da manhã. Uma matéria para terminar, outra pra começar. Mas tenho uma boa lata de cerveja e um senhor pedaço de pizza para me consolar. Quem se importa? Me deixem ser romântico e amar ainda mais o que escolhi fazer para o resto da minha vida. Estou bobo (ou um pouco alto?) hoje e apaixonado pelo jornalismo. É bom demais.

Wednesday, February 06, 2008

Tá marcado - parte 19


- Ai, que saudade de você. Só assim pra gente se ver.

- É verdade, aquele almoço marcado nunca saiu

(quinze minutos de papo sobre vida financeira, sexual [an?] e no trabalho)

- Almoço amanhã então?

- Marcado. Tanto pra te contar, melhor marcar uma cerveja na sexta já

- Ótimo, chame o William.

-Hum, pescoção, ele vai chegar tarde.

- A gente vai bebendo oras...

E você, kérido, vai me dizer que cogitou abrir mão dessa vida? Tsc tsc tsc, I won't let u do this. Been there, remember?

Monday, February 04, 2008

Alô? Alô?

Tou com um post entalado. Fora a parte de bloquear qualquer outro texto legal que possa vir, a situação não é ruim. É boa, muito boa. Apenas não sei o que escrever sobre ela, porque não sei bem o que fazer, na verdade. Se eu topar cair de cabeça, será por minha conta e risco. Se eu parar na beira do mar, será mais uma dúvida para minha extensa e já bem valiosa coleção de "coisas que eu deveria ter feito". Aparentemente, tudo se resolve se eu sair da frente do computador agora e discar uma meia dúzia de números quaisquer para você, que talvez não seja um qualquer. E dizer que não imaginei, mas que gostei do replay acidental. É arriscado, né? Inda mais no mundo das pessoas independentes-auto-suficientes-quetrepamcommontesdegentes. É, acho que voltei a escrever, mas acho que não devo ligar. Ligue para mim e resolva, tá.

Hello, is it me you are looking for?
http://www.youtube.com/watch?v=PDZcqBgCS74

Thursday, January 24, 2008

Lágrimas matutinas

A Gi me mandou um vídeo nem tão novo, vencedor de um concurso promovido pelo You Tube, chamado Ties. O roteiro é de Adriana Falcão e a moça que atua e canta o tema do curta é a filha dela, Clarice. Elas foram parar em Sundance com a produção.
Fica ainda mais bonito da segunda vez.
http://www.youtube.com/watch?v=_2rnl0IzR_M&feature=related

Alteração do dia 7/2/08 - não chegue às 6h15 da manhã na redação NUNCA. Isso faz de você uma pessoa fraca e melancólica.

Wednesday, January 23, 2008

I could be anything you like


Mãe pode encomendar o enxoval. Pai pode ficar sossegado. Eu vou casar. Ele não é muito bom moço. Na verdade, ele é cantor. Avisem o Caio que, se meu noivo aparecer de jeans skinny laranja, é para ele não rir. Falem para o Victor que a música dele é boa, bem inglesinha, ele vai gostar. O nome dele é Mika. Nasceu no Líbano, cresceu na França e mora na Inglaterra. Espero que aprovem. Estou prestes a revelar para o Mika meus planos. Ah, é, ele ainda não sabe, mas acho que vai dizer sim.
He tried to be like Grace Kelly. I tried to be like him.

Sunday, January 20, 2008

Nunca duvide da honestidade de Melanie


Aproveitei o domingo para voltar à Tara. E me surpreendi pela simpatia que Melanie Hamilton me despertou nesta que deve ter sido a décima vez que assisto a E o Vento Levou. Ela foi promovida de tonta à sábia no meu conceito. Frágil e doce, Melly confia no próprio taco e, o mais surpreendente, nas pessoas. Tem que ser muito segura (e nem um pingo tonta) para tolerar durante mais de 3 horas (tá, no filme devem ser uns dez anos) o amor de Scarllet por seu marido, o insuportável Ashley (e isso lá é nome de homem, minha gente!). Com o polido sorriso e um coração, na verdade um cérebro, maior do que o mundo, Melanie encara o que a vida prepara sem precisar gritar. Sim, ela fica devendo um chilique, às vezes, mas, sério, começo achar que é melhor ser mais Melanie. Afinal, no fundo, aqui vive uma boa pessoa.


Olivia de Havilland fez questão de usar o cabelo partido ao meio que a embarangou em Gone With The Wind. Para ser fiel à personagem.
Ela também fez um filme bom pra caralho que chama Dama Enjaulada. E é (sim, ela vive) irmã de Joan Fontaine, que fez meu primeiro Hitchcock e, por isso meio favorito, Rebeca.

Simples assim


Filme alemão. Tarde de chuva sem guarda-chuva. Simples assim. Depois, uma skol gelada e uma porção de batatas fritas quentinhas. Um pouco de sal e catchup. Simples assim. Aí deu meia-noite e veio a faixa de pedestres. Simples assim.
Sing, Gene. Dance, Gene.

Wednesday, January 16, 2008

Para 2008


Fazer uma atividade física de baixo custo, como caminhadas matutinas ao som de pássaros cantores. E não fazer um plano anual em uma academia e freqüentá-la apenas nos primeiros 3 (tá bom, 2) meses.


Get a personal life. Tive que escrever isso em inglês para amenizar o impacto da frase em minha vida. Em outras palavras, tomar muito mais cerveja com os queridos e fumar um pouco menos.


Volver con mis clases de español. Até porque levei de 3 a 4 minutos para formular essa simples afirmação.


Fazer uma viagem incrível. Sobre a qual ainda não posso falar.


Investir em camisetas brancas e all stars de cor única. No total, perdi praticamente uns 20 dias de 2007 tentando combinar minhas camisetas com os meus tênis, sem sucesso.


Minha mesa de trabalho será organizada e não esse mar de revistas em que vivo agora. Outro dia, e isso é muito verdade, passei uma semana procurando dois bloquinhos que, simplesmente, estavam na minha mesa.


Saturday, December 22, 2007

Vou a pé


Tem coisa que acontece com a gente porque tem que acontecer. É, a explicação é barata e mais velha que Minancora (mas as duas eram muito queridas pela minha avó, a que eu gostava). Primeiro dia de férias, primeira manhã longe do telefone, um grandissímo filho de uma puta bate no meu carro parado, em frente a minha casa. Saí e me abracei ao bichinho e, entre lágrimas, o agradeci por suas agonias ao subir a Rebouças com o ar condicionado ligado. Só consegui lembrar que ele é o único investimento que um dia fiz na vida. Chorei pelo dinheiro. Depois de um copo de água com açúcar (sim, fui bem viado, dei show na vizinhança), passei uma "agradável" tarde na delegacia. A delega virou minha "sista" e vou ter que levar um Capricho pra ela. Como sempre, meu pai cuidou de tudo, de mim, do carro, do boçal. Meu pai não pode acabar nunca.
ah, meu carro só fica pronto em 2008 (se ficar)

Sunday, December 09, 2007

So sweet


Se tem uma coisa que me deixa feliz é ouvir Bacharach ao piano enquanto Dionne canta. Tenho descoberto novas preciosidades dos dois (na verdade, eles formavam um trio com o letrista Hal David nas décadas de 60 e 70). Esse vídeo aí embaixo é um encanto, eles estão gravando a música Loneliness Remembers, que está no álbum I'll Never Fall in Love Again.






Sunday, December 02, 2007

Parece sacanagem (e não é)


Esse vai ser um post difícil. Vou ter que confessar que achei uma locadora pornô gay ótima para não perder a piada. Afinal, que atire a primeira pedra quem nunca consumiu esse tipo de artigo pelo menos uma, ou duas, até três vezes na vida. E alugar fita pornô (aquele que fala como se tivesse vídeo-cassete ainda) é sempre uma situação complicada. É preciso uns três rompantes de coragem. O primeiro é entrar na locadora e admitir uma necessidade (que é supernormal, gente!). O segundo é revelar, em público, a sua fantasia mais íntima ao escolher o filme dos marinheiros que só usam lenço vermelho e chapéu. O terceiro é conseguir levar a tal fita até o caixa e pagar dignamente, sem cara de punheteiro, o que vale a locação. Mas tudo isso fica muito mais fácil quando a atendente é loira, com mais de 60 anos e tem duas bitucas de cigarro apagadas em um cinzeiro. Aí, eu estava em casa.

Sunday, November 25, 2007

As pessoas erradas que amamos

Vi num filme. Katharine Hepburn é uma mulher incrível capaz de praticar todos os esportes imagináveis. Só que, toda vez que o noivo dela está por perto, ela começa a jogar tênis ou qualquer outra modalidade esportiva como se fosse eu: pavorosamente.
Bom, você (tem alguém aí ainda?) vai querer simplificar minha teoria e se adiantar dizendo que ela só faz isso porque não se sente à vontade com o cara, por isso, ele não é o par ideal para ela. E toda a minha explicação sobre as pessoas erradas que amamos acabaria bem aqui nesse parágrafo.
Nada disso. Vou tentar ir mais longe. Ela gosta dele. Ele gosta dela. No filme, claro. Mas ela piora quando ele está por perto. Assim: é como ter um all star lindo que não cabe no seu pé. Por mais que você goste, nunca vai dar para calçá-lo sem sofrimento. Tá vendo? O problema não é o seu pé e, sim, o all star errado.
ps: by the way, o filme é Pat & Mike. Kath divide a tela com Spencer Tracy. Eles merecem um post só para eles.

Monday, November 12, 2007

20 e 25

Sobre a diferença de idade...

20 - adorei te beijar....(quer dizer: foi legal, mas estou a fim de rodar por aí)

25 - eu também, você tem um sorriso lindo...(quer dizer: eu até apresentaria você pra minha família, apesar da idade)

20 - putz, tenho que procurar meu irmão..(quer dizer: ainda é uma da manhã, eu tenho muita boca pra beijar)

25 - vai lá.....(quer dizer: não foi dessa vez)

Thursday, November 08, 2007

Mas não me arrependo

O olho nem era tão verde. A mão nem era tão grande e bonita. O papo era fraco. Com gestos desajeitados pediu um abraço no cinema. Respirando bem perto, pediu um beijo de despedida. Não era o que tinha visto da última vez quando havia alguns goles de vodka a mais e uns mil watts de luz a menos.
As piadas nem eram tão boas. Os all stars nem eram tão cools. O papo sobre trabalho era entediante. Fugiu para o lado direito fingindo prestar atenção no filme. Deu uma última tragada no cigarro para manter a distância entre os narizes. Não era nada do que havia mostrado da última vez quando ria muito mais à meia luz.
Não gostei e sabia que não ia gostar quando repeti a camiseta do primeiro encontro. Já foi.

Tuesday, November 06, 2007

Em paz

Tive, como de praxe, aqueles 5 minutos de birra com a minha profissão. Odiei cada entrevistado, cada assessor, cada pergunta que eu poderia ter feito. Tanto ódio me deu dor de cabeça, vontade de ser dentista. Aí, eu fiz um título legal e tudo passou. Das duas uma: ou estou tentando me enganar ou me abalo por pouco. Preciso de novas coronárias.

Sunday, November 04, 2007

Você prometeu...

Vou falar de coisa séria. Vou falar de pra sempre. Dificilmente, tenho a sensação de que algo é eterno e, há mais ou menos 10 segundos, percebi que não era melhor do que os outros mortais por ter descoberto isso. É óbvio que nada é pra sempre. E, mesmo já sabendo disso, ontem tive aquela sensação verdadeira, que dura alguns minutos, de que uma coisa é pra sempre. Te olhei, ri pra dentro (e depois pra fora) e perguntei (de novo pra dentro): "promete ser meu amigo pra sempre?". Você sorriu. Era pra sempre.

Monday, October 29, 2007

Eu não recomendo

Se, um dia, estiver à noite ainda no trabalho e não quiser pensar mais em nada, eu NÃO recomendo (atente-se ao caráter negativo da frase) entrar no orkut de pequenos passados. Muito menos daqueles que tinham algum potencial de dar certo. Você pode ter a sorte de descobrir que alguns deles, os mais legais, estão com pessoas tão legais quanto você. E aí, haja superioridade de espírito, amigo.
Chora Elis, chora...

Sunday, October 21, 2007

Recomeço (agora pra valer)

Foi um começo que me fez recomeçar este falido blog mais uma vez. Encontrei um cara, em mais uma noite qualquer, que olhou pra mim e disse: "lembra daquele dia? Foi meu primeiro beijo". Fiquei sem resposta. Mais tarde, rolou uma vaidade, sou o começo de alguém pra sempre. Mais tarde ainda, ou seja, mais cedo, achei aquilo bonito e meio inocente. Aí, depois, me deu uma puta raiva porque vou ter que procurar uma tal de Vanessa se quiser fazer o mesmo.
É melhor eu ter mais cuidado com os meus começos...

Sunday, September 02, 2007

Dá tempo

Lá se foi mais um domingo. Li as duas Vejas, a pequena e a grande. Li a Folha. Li Nelson. Queria te ver, mas me acostumei com os domingos em que não vejo ninguém. É só desligar o celular, que o mundo me esquece. Todo mundo sabe que eu sou assim, mas será que você vai entender? Se eu jurar que queria ligar, você vai acreditar? Vai me chamar pra mais uma pizza com cinema no meio da semana? Vai me dar um beijo tímido na Augusta deserta? Vou ligar, vou ligar para explicar tudinho...

Saturday, August 25, 2007

Como uma gueixa

O que é isso? Um tic-tac? Um mentex? Uma canjica? Não, é HH perdendo a paciência (como sempre) e a dentição (nunca visto antes). Compre um leque, companheira, e faça a japonesa!

http://www.youtube.com/watch?v=iTr5Wnp-ScM&eurl=http%3A%2F%2Fwww%2Eyoutube%2Ecom%2Fv%2FiTr5Wnp%2DScM

Thursday, August 23, 2007

Hahaha

Quando não tiver o que dizer, faça uma piada
Quando não tiver a quem dizer, faça outra piada
Quando não tiver o que dizer e a quem dizer, faça uma ou outra piada sobre si mesmo
Sempre haverá platéia para esse tipo de espetáculo!

ass: Mulher barbada com a gilete na mão

PS: Era uma vez um blog que voltou a ser. Leia.

Sunday, July 29, 2007

Tenha uma boa semana


Para um domingo de frio dolorido, foi bom acordar e assistir a Argentina e Uruguai disputando o bronze no basquete masculino, no último dia de Pan. Ainda estou no momento todo argentino é lindo, mas torci para um uruguaio tirar a camisa no fim do jogo hoje. Como um blog gay não é nada sem homens belos, Juan Pablo Silveira inaugura minha galeria. Se joga, bi!

Saturday, July 28, 2007

Alice, pode vir morar aqui!


Sem carinho, sem coberta, no tapete atrás da porta. Só as mulheres inteligentes ficam belas à beira de um ataque de nervos. Alice (Ellen Burnstyn) era a cantora que se casou com um caminhoneiro e tinha um filho espirituoso (palavra estranha, mas não podia repetir o adjetivo inteligente).

Tudo ia bem na vida de Alice, o marido não falava com ela e a vizinha lhe fazia vestidos, um casamento perfeito. Num dia, um caminhão bate e obriga Alice a pegar a longa estrada que a leva até Alice. Um Scorcese de diálogos rápidos e com a participação de Kris Kristofferson.


Thivia

PS: Ellen levou o Oscar de Melhor Atriz por Alice Não Mora Mais Aqui, em 1975. Nunca mais fez um filme legal.

PS2: Kris Kristofferson é o par romântico de Babs em Nasce Uma Estrela, em 1976.

PS3: O filme abre com a versão de Alice Faye para You'll Never Know, primeira música que Babs gravou, em 1955.

Monday, July 23, 2007

Second Hand Rose


Tenho algumas camisas floridas, mas não sou muito de flores. Gosto de margaridas como a minha mãe ou de violetas como a minha avó. Mas, se tivesse que ser uma flor, eu seria uma rosa, em toda a sua obviedade: pétalas perfumadas e espinhos que machucam. Eu sou assim, clichê. Minha voz, meu estilo de vida, a paixão por divas, o cinema de carros parados e cenários móveis. Meu jeito, meu pulso que quebra, o grito fino de susto. Uma rosa barata e clichê, de plástico vagabundo em mesa de secretária. Murcha em vaso de cerâmica, presente da patroa boa. Enfeite na cabeça da criança evangélica num casamento ao meio-dia. Uma rosa qualquer. Hoje, alguém me lembrou que nem rosa qualquer eu posso ser. Não tenho paz nem naquele vasinho medonho, encostado no canto, onde um pirralho se esconde da mãe com o chinelo na mão. Me esfregou na cara o perfume barato e os espinhos falsamente perigosos. Você não é nada, você é uma BICHA. Estou despetalada.
PS: Não acho no You Tube um link para Second Hand Rose.

Sunday, July 22, 2007

Forever and ever


Tenho ingresso para o próximo show de Dionne no Brasil. An? Dionne Warwick, ué. Hum, quem ela é mesmo? Canta todos os sucessos compostos por Burt Bacharach e Hal David. Ah, sucessos...Hey, sucessos sim, nunca cantou Say A Little Prayer For You? Então, é dela. Eu vou. Isso rende um novo post. Minha cantora favorita.


I'll Never Love This Way Again (da segunda fase da carreira, mais brega e mais conhecida. O final é tipo incrível)

Saturday, July 14, 2007

Levando a vida lavanda


Tenho uma brincadeira. Toda vez que estou em uma roda de amigos e alguém fala em casamento, brinco que serei a madrinha (por razões lógicas!) de chapéu lavanda. A cor e o perfume das senhoras dignas e inglesas como Ursula (Judi Dench) e Janet (Maggie Smith) em Ladies in Lavender. Arrumam a cama com perfeição, cuidam do jardim com maestria, fazem todas essas pequenas coisas, em seus vestidos recatados, como se fossem as únicas que realmente têm importância. Só que lá no fundo, elas esperam, sentadas de frente para o mar, uma invasão de vermelho para aquecer suas frias vidas em lavanda. No Brasil, virou O Volinista que Veio do Mar. Assista.


PS: Daniel Brühl, de Adeus Lênin, é o vermelho.

Friday, July 13, 2007

Funny G (girl, guy, gay)


"People, people who need people". Qual a bicha não reconheceria esse começo de música, ainda que cantado em aramaico? Tudo bem, deixa eu fazer a militante: com exceção das bichinhas perseguidas pelo regime cubano ou comendo areia no Afeganistão (Ufa, fico mais aliviado). Streisand é patrimônio nosso. Aquele nariz, aquele cabelo meio altinho e com franja das americanas, as unhas compridas, é tudo nosso.

Está achando que é mais um post frio, né? Feito em dia ruim. Tsc, tsc, tsc. Eu tenho um furo! Uma descoberta que vai me colocar na Calçada da Fama da blogaria gay do Brasil, há quem diga (eu!) do mundo. *Toca a música da Fox que antecede os filmes da Bette*.

Você acha que Barbra é um coisa gay porque ela fez musicais? Não é. Porque ela fingiu ser homem em Yentl? Não é. Porque ela não era nenhuma Liz Taylor e, mesmo assim, ficou trilhardária? Não é.

Depois de trabalho árduo de pesquisa e de ter ouvido fontes próximas ao presidente (pensa que é só a Folha que pode?), descobri neste vídeo que Streisand tem um número da sorte: 24. Seria redundante um explicação.


Eu não inventei, veja


Saturday, July 07, 2007


Ser um adolescente gay era fazer adaptações. Os testes da Capricho não eram planejados para você, mas com um jeitinho, dava para fazer com as amigas de escola e descobrir mais sobre si mesma, ops, mesmo. As revistas de sacanagem hétero (aquelas do seu pai ou do seu irmão) traziam sempre um cara que pegava/tocava/roçava no pau diante de uma vadiáina. Era excitante, num tempo de muitos mimiógrafos e pouca internet.

Com as Spice Girls também foi assim, com uma pitada de pêlos e roupas melhores para Sporty Spice, fiz (e muitos outros fizeram) a minha versão do Girl Power, o Gay Power. Deve ser por isso que o retorno delas me deixou confuso: era ruim ou era boa aquela época?


Monday, July 02, 2007

Meu dia de glória


Um pulinho no Rio para uma entrevista sempre pode virar uma noite mal dormida no Santos Dumont. Falamos de Brasil, falamos dos descontroladores de vôo. Mas tentar dormir numa cadeira de 30 cm de largura ao lado de uma japa (provavelmente alcoolizada) que capotou madrugada a dentro era pagamento. Deus não dá aos pobres sem cobrar com juros.

Pela manhã, ainda em Congonhas, tive o prazer de passar perto, de ver com os próprios olhos o maior galã (sim, galã é a melhor palavra para ele) da televisão brasileira: Tarcísio Meira.

Rosto franzido, bigode digno, altura de homem bonito. Vestia sobretudo cinza e carregava uma mala preta. Procurava alguém, não a mim, talvez procurasse a Glória. Tive vontade de dizer oi, tive vontade de virar uma típica adolescente histérica diante do seu ídolo maior, um clone de menudo qualquer. Sobrou respeito, mas faltou coragem, irmão.

Último capítulo do clássico de Tarcísio. Quem precisa de Tyrone? Quem precisa de Cary?



Thursday, June 28, 2007

Inacreditável

A polêmica em torno da bichinha que usa chuteira já inaugurou a temporada de boçalidades entre a turma do preconceito. Prefiro achar que os comentários são apenas falta de informação daqueles que andam se pronunciando pela mídia sobre o babado.
Depois que a mãe do suposto jogador alegou que seu filho não era O gay do campeonato paulista porque o fofo era "normal", o empresário do boleiro entrou feito zagueiro europeu, com este belíssimo carrinho, na Folha Online. Ui, minha canela.

"Quem não deve não teme. Não existe a mínima possibilidade de esse jogador ser o fulano. Conheço a família dele, sua índole e seu caráter há 11 anos, desde que ele começou a jogar", disse a zaga.

Não acredita? Veja com seus próprios olhos
http://www1.folha.uol.com.br/folha/esporte/ult92u307846.shtml

Saturday, June 23, 2007

testando


Desconsolada




Aconteceu ontem...


- Rê, estou com medo. Vamos voltar andando do teatro Gazeta até a Augusta depois da meia-noite?
- Ai, Thi, somos um casal hééétero, ninguém vai fazer nada com a gente!
Minha amiga, sempre menos apavorada do que eu. Ela sempre foi. Quando éramos jovens (em idade gay), 20 recém-completos, subíamos e descíamos a Paulista sextas, sábados, domingos ou feriados. Rê não se abalava. Bêbados, alegres ou beijados (por outros e outras, tá). Nunca aconteceu nada, acho que porque Deus protege quem bebe.
Pois acho que esse Deus está de férias e São Sebastião anda ocupado contando o número de participantes da última parada gay (800 mil? 3,5 milhões? Conta ou não conta o francês?). No blog do Ripardo ou na Folha, toda semana, sai uma nota sobre alguém que foi agredido na região da Consolação, aquele cantinho que nos resta para andar de mãos dadas ou dar pinta. Ai, bee, para quem eu ligo pra reclamar?
Última notícia que li (hoje) e que venceu a minha preguiça de escrever este post

Thursday, June 21, 2007

Alegre, mas quase triste


Acordei com uma alegria meio triste. Feliz porque queria me apaixonar, faz tempo que não tenho essa vontade. Triste porque não sei por onde começar. Mais tarde eu mando uns currículos...

Thursday, June 14, 2007

Os homens preferem as loiras?


Eu sou para casar súper. Verdade. Boa lataria, conteúdo okay. Falo um idioma e meio (inglês) e comecei outro (espanhol). Trabalho e me visto bem, meus amigos dizem pelo menos. Até emagreci nos últimos dias e comecei a usar o cabelo raspado, que me favorece.

Sou bem engraçado e aprendi a comer pouco, ou seja, bem econômico em restaurantes por quilo. Minha profissão é legal e rende bons assuntos, hoje mesmo eu entrevistei o Latino. Olha que interessante. Meu calçado favorito é All Star, nem mato por moda, sempre usei mesmo. Um presente bem barato. Eu posso ser mais chato para chocolate, mas topo um meio amargo de qualidade inferior. Sério.

Posso ligar dez vezes ao dia ou passar uma semana sem dar notícias. Mas isso nem é tão grave, vai! Demonstra intensidade, em maior e menor grau. Posso ouvir rock ou falar um pouco mais baixo para agradar. Mas os CDs da Barbra eu vou manter no meu quarto. E não vou abrir mão de cantar no carro. Minha voz nem é tão ruim. Não, isso nem meus amigos dizem.

Minha experiência é pouca. Pedra bruta, fácil de lapidar. Nada de jóia rara, não vou ficar do jeito que é para ficar. Não serei diamante, o melhor amigo de qualquer garota. Nem quero. Quero ficar assim, um pouco eu, um pouco quem chegar...
PS: em tempo...Feliz dia dos Namorados!



Monday, June 11, 2007

Mostra a sua cara


Na segunda-feira pós-parada gay, São Paulo amanheceu assim, cheia de fumaça, sabe? Dizem que nos Jardins nem bicha com visão raio laser caminhava pela manhã. Minha mãe, muito mais esperta do que eu, entre uma colherada de feijoada de ontem e um gole de suco, sacou de pronto: "meu filho, são os viados sem celular tentando se comunicar".

Não fosse a gripe que me pegou, eu estaria fazendo sinal de fumaça para falar com as amigas também. Peraí, deixa eu fazer logo a piada das bichas queimando a rosca para se comunicar antes que você a faça. Pronto, isso já valeu o péssimo começo do meu texto. Voltando ao assunto...

Não, William, não quero transformar 3 milhões e meio na avenida no caso do celular roubado. É importante, foi legal, apesar de ter fugido do controle da polícia. É que o roubo do meu celular foi muito engraçado.

Atravessava a Paulista, depois da solenidade de abertura (adoro o momento hino nacional, me visto só pra isso), para encontrar um amigo já sem celular, quando aquela multidão me apertou. Puxei todo meu arquivo de idéias de classe média, meu sonho da casa própria, meu etéreo C 3 prata, olhei pra biba mais feia que me provocava enquanto me empurrava e gritei: "Passa logo, bicha nojenta". Ela sorriu. Com uma mão, tocou meu rosto, com a outra, bem...digamos que ela não estava interessada no meu imenso pau...

Sim, nossa parada é a maior do mundo e tem a nossa cara desigual. Bicha fina assiste ao babado do apê da amiga, lá na cobertura, e deixa a avenida para a galera ir à forra. E eu? Bom, eu vou curtir a do ano que vem pela televisão. Parada, eu vou te trair (não vou te trair).




Tuesday, May 29, 2007

Sorriso maroto


Fui de colar de pérolas a pipocas enfileiradas em terreiro de macumba. Sisos malditos!Lá se vão sete anos de aparelho ortodôntico. Justo agora, em que os nerds colhem os frutos da humilhação colegial, eu resolvi embarangar. Mais fácil colher trufa em Cuiabá.

Wednesday, May 23, 2007

Não foi refrescante

Achei um halls sabor tristeza. Estava desembrulhado e solto no bolso de um jeans que nem é o meu favorito. Acreditava que todas essas balinhas tivessem acabado. Elas têm gosto de vazio e tiram o sono. Será que era a última com sabor extra forte? Não quero encontrar outra. Vou parar de usar calças.

Thursday, May 17, 2007

Twenty-five going on twenty-six




É hora de fugir do convento. Faz tempo que eu faço tudo errado: falto à missa, canto músicas pagãs e, obviamente, não vejo meus amigos. Mas não apareceu uma Madre Superiora desgraçada para me expulsar daqui. Mais uma vez, estamos eu e meu vestido comprido em frente ao portão. E aí, Maria? Pra onde eu vou?
Eu nunca quis ver que o mundo era maior do que meu canto, aqui no convento. Às vezes, eu escalava uma ou outra montanha e cantava sobre as asas dos pássaros. E via todo aquele mundão grande me encarando. Também via casas e pessoas pequenas, o que me confortava. Logo, o ar e o sol ficavam intensos demais. Eu tinha que descer, eu precisava voltar para a proteção do convento.
Agora, estou pela milésima vez com a chave na mão. Há milhares de militares aposentados com sete filhos para criar me esperando lá fora. Assim como há condessas malvadas para me prejudicar. Mas desta vez, eu quero jogar a chave fora e pular muro. Para nunca mais voltar.



Are the hills really alive? (abertura de The Sound of Music)

http://www.youtube.com/watch?v=kPvWXfkjyEQ


Sim, todos nós ficamos mais velhos! (Sixteen going on seventeen)

http://www.youtube.com/watch?v=jH1HwY5Xznc&mode=related&search=

Sunday, May 13, 2007

A engraçada e a malvada


Passei o fim de semana em retiro espiritual. Os amigos mais chegados sabem o que isso significa: o chato do Thiago ficou mais uma vez em casa, ele tem preguiça de humanos e vai morrer sozinho num pequeno apê alugado.

Para ocupar o tempo, me dediquei a uma batalha perdida: disputar com Bette Davis quem fumava mais cigarros. Para cada tragada de Margo Channing em A Malvada, eu respondia com uma outra diretamente do mundo real (porém chato) dos vivos. Não preciso dizer quem ganhou...

Derrotado, mas não abalado, pois perder para Bette é uma honra, marquei um encontro com outra fumante, na mesma tarde, Lucille Ball. Era o sábado "Abaixo ao Pulmão". Em The Lucy Show, Lucy estava mais velha, porém já colorida. Bom poder ver sua marca registrada, os cabelos ruivos (originalmente castanhos). Ruim vê-la repetindo tudo que havia feito de bom em I Love Lucy, na década anterior. As mesmas caretas, as pernas compridas desajeitadas e o choro rouco (cof cof) e histérico.

Ainda sim, Lucy era engraçada e arrebataria mais uns Emmys (premiação que, assim como as outras, foi criada para deixar gays em casa pelo menos por uma noite) com este seriado. Seu estilo influenciou uma porrada de gente como Fran Drescher, que colou descaradamente em Lucy com seu The Nanny, ou Debra Messing, que a usou moderadamente em Will & Grace.

O mais engraçado é que Lucille não se achava nem um pouco engraçada. Passou a década de 1940 inteirinha tentando ser atriz em Hollywood e acabou virando rainha dos filmes B. Não a culpo. Deve ter sido traumatizante ser uma adolescente ofuscada na escola de teatro por uma jovem de olhar inconfundível chamada Bette Davis. A malvada tinha criado a engraçada e eu nem sabia. Foi um ótimo sábado.

Sunday, May 06, 2007

Fast and deep food

Data real do post: última quarta-feira (acho que dia 2 de maio)
Fui jantar com a Beta no Mc. Foi ótimo. Ela fala, eu entendo. Eu falo, ela entende. Nós falamos, as pessoas riem. Humor autodepreciativo (acho que está certo, automóvel é tudo junto!) de qualidade é para poucos. Que eles aprendam, Beta!
Sugestão de plano B ao jornalismo: poderíamos trabalhar numa fábrica de bombom, que tu (querendo se integrar) achas?

Tuesday, May 01, 2007

On the other hand...

O otimismo do texto aí embaixo me deixou meio enjoado. Fiquem agora com um pouco de mundo real!

A vida como ela é
Última balada, último sábado. Quatro e meia da manhã e não havia pintado nada. Uma mão enrosca na outra, hora de parar. Altura? ok. Cabeça raspadinha? ok. Braços, pernas, boca? Muito, muito ok.
Calma, quem me conhece já está gritando: "esse não é o mundo real de Thiago, ele não pega ninguém!", mas o melhor está por vir. Alimente seu sadismo com esse trecho do diálogo pós-pegada com o parrudinho.
P - Quantos anos você tem?
T - 24! Ops, quer dizer, acabei de fazer 25. (mentir a idade é sinal de velhice)
P - Nossa, você parece tão novinho.
T - Ah... (bebe mais um gole de vodka)

Aqui, nos esforçamos para melhor servi-lo, caro leitor!

Vídeo da Cher aos 30. Um ícone da luta contra o envelhecimento tirano. Such a cute song too!
http://www.youtube.com/watch?v=FoLuekOt9wE

Now, It's too late, baby!

Essa música da Carole é ótima, né? Mas a sensação de que o tempo havia passado rápido demais ficou para trás ontem. Depois de completar 25 anos, no último dia 19 de abril, fiquei com aquele gosto amargo na boca de que deveria ter trepado mais, comido menos, viajado mais e toda a infâmia imortalizada naquela canção infame do Titãs. (Aha, agora ela vai ficar na sua cabeça!).
Gente, mas a ciência está aí para quê? Olhem Cher, vejam a Hebe e Miss Potter então? Assisti ontem. Ser descoberta autora aos 32, ter o primeiro amor inocente (aquele que dá errado, sabe?) aos 32...Isso me dá mais sete anos, tão místico.
Pronto, virei a ampulheta e estou pronto para novas aventuras. Alguém quer ser a Thelma? Faço mais a linha Susan Saradon, sabe...

Vídeo da Carole King, a música é muito mais bonita do que este post. E não tem nada a ver com ele.
http://www.youtube.com/watch?v=elbbTji-auY

Sunday, April 29, 2007

Diana, a pregadora

Não. Não é um trocadilho com a Diana, a caçadora, da mitologia ou da Caverna do Dragão. Mas ainda assim falamos de uma deusa. Chamar cantoras de deusa é tão gay. Meninas, olhos abertos se qualquer garotão lhes fizer esse tipo de elogio ou constatar algo como "você é elegante!". Não criem esperanças, é pura inveja do corpinho de vocês, ok?
De volta ao ponto inicial, que é muito mais poético, falava de Diana Ross, the supreme! (preciso me controlar). Descobri uma nova velha cantora. Sou um cara que gosta de novas-velhas descobertas. Nunca gostei de Diana, voz pequena e final de carreira estilo Baby Jane Hudson: crazy and drunk. Só isso explica aquele mesmo cabelo aos 60 anos.
O começo de carreira com o The Supremes é fabuloso, vocais, coreografias e vestidos maravilhosos (You Keep Me Hanging On é tipo de outro mundo!). E a fase disco tem seus bons momentos. Diana não foi nenhuma Donna Summer, mas imortalizou o momento mais gay da música pop com I'm Coming Out (não ouviu, bi? Coragem, bota pra mãe bilingüe ouvir que ela vai entender tuuudo). E é justamente a primeira música desta fase disco que me fez escrever esse tópico. Sim, sou prolixo e se você não desistiu até agora é porque tá a fim de saber como acaba...
Uma regravação de um clássico de Marvin Gaye e Tammi Terell, Ain't No Mountain High Enough, foi o primeio passo de Diana na disco, em 1970. Sem entrar de corpo inteiro no glamour barato do estilo, a versão dela é quase que inteiramente falada. Diana entra miando versos como just call my name, I'll be there in a hurry, on that you can depend and never worry. Amor Casas Bahia: dedicação total a você, sabe? Mas foi na segunda parte da pregação que ela me pegou, quando demonstra desapego total, amor sem cobrança e sem nota fiscal. Me rendeu umas boas (e elegantes) lágrimas ao volante. Tive que fazer 25 para aprender que amar é libertar quando acaba e querer ser livre sempre. Hallelujah, Diana!
Achei a música no You Tube! É a música mesmo, não é um vídeo
Essa é a versão original, com Marvin e Tammi:
Vídeo de I'm Coming Out (vai ter que suportar toda a parafernália diva, ela sempre teve muitos fãs gays, gente!):

Tuesday, April 10, 2007

Precisa-se

Uma das coisas que tem mais me incomodado nos últimos dias é aquilo lá, gente. Estou parecendo aquelas bonequinhas da década de 80 que só tinham um texto: "Mamãe, etc etc etc". Como sou muito boazinha e não levo mágoa dessa vida, quero contratar, incluindo almoço, um frila bonito (na concepção européia da coisa, muito imitada pela Dove agora!) para atualizar este blog aqui. Quem sabe se dando aos pobres eu não recebo de Deus em dobro. Candidatos?
bj
th
PS: a forma de pagamento está implícita nesta mensagem.

Thursday, March 22, 2007

Sushi and the city

Eu acho (actually, I'm quite sure!) que eu e alguns bons e já velhos amigos achamos um canto muito simpático (esse adjetivo me lembra o do extremo sul) para botar o papo em dia. Me fez pensar no Coffe Shop, onde a pentelha da Carrie ia reclamar do Big para as outras três personagens muito mais engraçadas do seriado. Recentemente, o tal boteco foi fechado pelas autoridades sanitárias de Nova York, algo relacionado à conservação de hambúrgueres. Meus amores, espero que o nosso japa tenha mais cuidado com os sashimis de salmão.
Luv ya
Charlotte

Sunday, March 04, 2007

Hoje é domingo

Quando o seu sorriso pareceu parar, percebi que o meu nunca mais seria o mesmo se isso realmente acontecesse. Ainda não estou preparado, acredito que nunca estarei. Nossa brincadeira de domingo não é essa, lembra? Você faz bruxarias na cozinha, enquanto eu peço para o tempo nunca passar...

Tuesday, February 27, 2007

O dia em que flertei com Cauby

Gente, o delay neste blog é marca registrada. No carnaval deste ano, depois de meses de espera, fui assistir ao show de Cauby Peixoto no Bar Brahma. Um homem que conquistou o direito de usar brilhos e peruca na esquina da Ipiranga com a São João ou em qualquer lugar do planeta. Fiquei em pé ouvindo Bastidores e chorei, chorei até ficar com dó de mim.

Friday, February 23, 2007

Baby, one more time

Uma vez, estava numa ponta de estoque da Ópera Rock(is this a crime?) e tirei meu belíssimo casaco para experimentar uma camisa. Foi quando o cara (adendo importante: feio) ao meu lado decidiu comprar meu casaco. "Hey, esse aí é bem bonito, mas não está à venda", gritei. Difícil ter o gosto apurado neste mundo de clones. Esta semana fui surpreendido pela cabeça raspada de Britney Spears. Exatamente sete dias depois do meu novo visual Sinead O'Connor? Não venham me dizer que foi coincidência...

Monday, February 19, 2007

Be a queen!

Não dá para evitar. A atuação de Helen Mirren em A Rainha é contagiante. Confesso que saí da sala de cinema muito fina, como se estivesse de salto, e que nunca havia engatado a primeira marcha do meu carro com tanta elegância. Meu palio virou um rolls royce real. Olhei o semáforo com desprezo e os pedestres como suditos. Foi quando meu jeans apertou na barriga (prazer, meu nome é Mac, Big Mac) e tocou uma música da Zizi Possi no rádio. Droga, eu nunca vou ganhar um Oscar!